24/01/2008

Um dia ruim e qualquer um enlouquece.

É por ai que se desenrola a piada mortal, clássico do cavaleiro das trevas pelas mãos de Alan Moore(roteiro), Brian Bolland(arte) e John Higgins(cores). E não é que nessa Quarta-feira as 8 da manhã ia eu na padaria tomar aquele café antes do trabalho, e rolava na TV a notícia da morte de Heath Ledger, se algum não sabe ainda, o Coringa do novo filme do Batman, melhor seria dizer do novo filme do Coringa, pq até agora ele foi a grande atração do filme, dexando o cavaleiro das trevas preso na sua sombra, meu primeiro pensamento foi "PQP ele não era o Coringa! Será que terminaram de filmar!" /me parbolizado, comentei com o turco antipático da padaria alguma coisa, detalhe que eu nunca troco uma palavra com ele. Volto caminhando pra agência pensando naquilo, será que terminaram o filme? Entro na agencia e descubro pelo Abott que realmentesht ja tinham terminado de filmar, passa-se meia hora e me vem a mente a mais maligna das piadas, a piada mais mortal que o coringa poderia fazer, matar a si mesmo,penso que quem sabe não seria mais uma jogada de marketing para promover o filme, que já foi escolhido pelo brainstorm 9 o case do ano, conta com uma campanha viral muito forte e diferente, e se a morte do coringa fosse tudo uma piada, uma piada de mau gosto para que mais pessoas ouçam o que ele tem a falar, não é isso mesmo que o coringa quer? ser ouvido, atenção para o que ele quer dizer, qualquer um pode enlouquecer ao ter um dia ruim.

Ai refleti, pensei, e repensei a questão e cheguei a conclusão que se fosse uma jogada de marketing ia com certeza se tornar na jogada mais revolucionaria dos ultimos sei la eu quantos anos, e todo mundo ia ficar mais feliz, Heath Ledger estaria vivo, o filme teria uma bilheteria fenomenal aaaannnnd eu passaria 6 anos apavorado com a ousadia e inteligência da equipe de marketing do filme, bom cheguei a conclusão que ele morreu mesmo, se foi drogas, suicídio, problemas cardio-respiratórios, eu não sei, nem me importo, o que me importa e mais uma vez me parboliza é a fatalidade, é o fato de que um dia estamos aqui no auge de nossas vidas (ou ainda não), sendo o coringa de um dos filmes mais falados do ano, o publicitário do ano, o funcionário com maior produtividade da empresa, a secretária que passa o dia a tricotar, o que quer que seja e no outro sem explicação lógica alguma... acabou tudo.
Bom pelo menos dessa vez a dona morte esperou terminar as filmagens.

1 comentários:

Fala, Garoto! disse...

Fera, muito bom o seu blog. Se puder, acesse o meu www.avozdojovem.blogspot.com